Uma carta de alforria, em sua essência, era um documento formal e legal pelo qual uma pessoa escravizada obtinha sua liberdade. O termo "alforria" tem uma origem fascinante, vindo do árabe al-hurriya, que significa precisamente "a liberdade". A carta de alforria era um documento assinado pelo proprietário de um escravo que garantia a essa pessoa escravizada a sua liberdade. A carta transformava o escravo em uma pessoa alforriada, ou seja, livre perante a ordem jurídica do período.
A Carta de Alforria era um documento que era dado ou vendido a um escravo pelo seu proprietário. Nesse documento, o proprietário abdicava de todos os seus direitos sobre o escravo, ou seja, o escravo se tornava livre. A carta de alforria era um documento assinado por senhores de engenho que podia ser concedido de forma paga ou gratuita aos escravos. Para falar de carta de alforria é necessário relembrar o por quê do Brasil, e de outros países, terem adotado esse documento.
A carta de alforria era geralmente concedida por um titular, o senhor ou a senhora, que a redigia de próprio punho. Entretanto, se um casal fosse proprietário do escravo, a concessão partiria do marido e da esposa conjuntamente. A carta de alforria era concedida em documento escrito, assinado pelo senhor do escravizado ou por terceiro, a pedido daquele, caso o senhor fosse analfabeto. Na carta, constavam informações como: o nome do escravizado que recebia a alforria, seu sexo, sua idade, sua cor, sua origem e, em alguns casos, constavam os nomes dos seus pais. Também é possível perceber os motivos pelos quais o
Alforria significa a liberdade conquistada pelo escravo no século XIX. A con-quista era legitimada em um documento chamado Carta de Liberdade ou Carta de Alforria, registradas nos livros de notas dos cartórios. Segundo Kátia M. Mattoso "tor-nou-se hábito que o documento fosse registrado em cartório em presença de teste-munha para evitar contestação" (MATTOSO, 1992, p. 354-355 A carta de alforria podia ser doada pelo senhor ou comprada pelo escravo, que, em alguns casos, trabalhava e juntava o dinheiro correspondente. Outra forma de adquiri-la era através do serviço militar, por meio do recrutamento por seu senhor ou pelo governo português para lutar em batalhas, prática realizada durante o período colonial.
A carta de alforria, ou seja, a carta que transferia o título de propriedade (cativo) do senhor para o escravo, segundo Mary Karash (2000), era a prova da liberdade de um escravo, "introduzindo-o na vida precária de uma pessoa liberta numa sociedade escravista, como era a sociedade brasileira do século XIX".(KARASH, 2000, p.439 INTRODUÇÃO A Carta de Alforria consistia em um mecanismo no qual o senhor ou proprietário abria mão do seu escravo. Todavia, para que isso fosse possível, era necessário que o senhor estivesse plenamente ciente de suas faculdades mentais e pudesse responder por sua ação para então poder conceder a liberdade ao e scravo, segundo Mattoso (1988) além de haver o dispositivo legal, que
Encontramos cartas de alforria cuja condição era a mulher escravizada casar com seu senhor e viver de com ele 'portas adentro'. Ou seja, dentro de casa, mas na rua, não. A Carta de Alforria era um documento que era dado ou vendido a um escravo pelo seu proprietário. Explicação: Nesse documento, o proprietário abdicava de todos os seus direitos sobre o escravo, ou seja, o escravo se tornava livre. A carta de alforria era geralmente concedida por um titular, o senhor ou a senhora, que a redigia de