O Egito, dentre todas as sociedades do Oriente Próximo Antigo, é a civilização mais rica de material arqueológico,sendo então a civilização com mais fontes históricas para pesquisa. A pesquisa era conduzida em uma área associada aos locais de descanso de mulheres da realeza. No entanto, ao entrarem na câmara funerária, encontraram o local decorado com símbolos faraônicos.
Métodos de pesquisa A Egiptologia utiliza, em primeiro lugar, métodos arqueológicospara localizar, escavar, registrar e interpretar vestígios materiais do Antigo Egito. Isso inclui escavações em templos, tumbas, cidades, necrópoles e áreas de ocupação rural, sempre com atenção ao contexto em que cada objeto foi encontrado. A história do Egito antigo é comumente associada a faraós, pirâmides e escravidão - mas o estudo de registros da vida cotidiana da época, e de uma cidade em particular, mostra contornos mais ricos e pouco conhecidos. Esse é o tema da entrevista com a arqueóloga Thais Rocha, professora de história antiga da UFMG e doutora em egiptologia por Oxford. Rocha dedica sua pesquisa à antiga
Sobre esse ponto, as instituições envolvidas na pesquisa divulgaram à imprensa uma nota, em que defendem que "a exportação do sepultamento para fora do Egito pelo arqueólogo John Garstang A pesquisa, fundamentada em uma rigorosa investigação de fontes arqueológicas e iconográficas, demonstra como a apropriação e a adaptação de elementos religiosos e artísticos configuraram novas expressões identitárias, contribuindo para a compreensão dos intercâmbios culturais entre o Egito e o mundo romano.
Como ponto de partida para o debate aqui pretendido, é importante destacar que há um grande distanciamento entre o que o Egito Antigo representa para a Egiptologia e as demais camadas sociais. A Egiptologia, enquanto área de conhecimento científico do século XIX, apreende os seus objetos de pesquisa com finalidade acadêmica. No entanto, isso não afasta a possibilidade de que AA Egiptologia, área da ciência que estuda tudo aquilo relacionado ao Egito Antigo (BAKOS, 2004, p. 10), só se tornou um campo de pesquisa institucionalizado com a invasão napoleônica no Egito em 1798, quando iniciaram-se expedições e estudos arqueológicos pelos franceses. Essas expedições permitiram a descoberta da Pedra de Rosetta, um documento que continha três escritas (grega